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Nova Andradina

Evento estimula produção artística e cultural entre estudantes

Na edição 2018 do Festival de Arte e Cultura do IFMS, comunidade teve a oportunidade de participar de oficinas, feiras, exposições, entre outras atividades gratuitas.
por Cleyton Lutz publicado: 06/11/2018 12h25 última modificação: 06/11/2018 12h25
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Edição 2018 do evento foi marcada pelo protagonismo dos estudantes

O Campus Nova Andradina do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) encerrou, no último dia 1º de novembro, a edição 2018 do Festival de Arte e Cultura. O evento, aberto à comunidade, promoveu mais de 30 oficinas, além de feiras, exposições e apresentações artísticas e culturais. 

O encerramento do Festival contou com o Concurso de Beleza Negra, do qual participaram estudantes do campus, e com a Festa Fantasia. Ambas atividades foram realizadas no Tatersal de Leilões de Nova Andradina. 

Além oferecer de uma série de oficinas ministradas por estudantes, servidores e colaboradores, o evento abriu espaço para apresentações dos grupos de dança e teatro do IFMS, IFdance e IFenceNA, que encenaram um mix de cultura e a peça “Christopher Weinberg: quem matou Anne Hawking?”, respectivamente. 

Um dos destaques da edição 2018 do Festival foi o protagonismo dos estudantes do IFMS. Além de prestigiarem as atividades do evento, os jovens ministraram oficinas e expuseram trabalhos. 

Oficinas – Uma delas foi ministrada por Maycon Barbieri, aluno do curso técnico integrado em Informática. O estudante abordou o jogo “TOP – Theory of Pierre”, RPG de mesa baseado na obra do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Desenvolvido nas aulas de Sociologia, o jogo se baseia nos quatro capitais descritos pelo autor – econômico, cultural, social e simbólico – para criação e desenvolvimento dos personagens. 

A atividade tratou da criação dos personagens, do desenvolvimento da história e aplicação da Sociologia no jogo. “A teoria dos capitais faz parte do RPG. É possível jogar sem conhecê-la, mas um dos nosso objetivos é levar os participantes a pesquisar e conhecer melhor a obra de Bourdieu”, afirmou Maycon. 

Outra oficina ofertada por uma estudante do IFMS foi a de slackline, esporte de equilíbrio em que o praticante caminha e faz manobras sobre uma fita elástica esticada entre dois pontos fixos. Shellen Orteney, também aluna do curso técnico em Informática, escolheu esse tema para a oficina porque a família é ligada à cultura circense.

“É algo passado de geração para geração. Em casa, todos praticamos desde muito cedo. O Festival nos permite transmitir um pouco do que aprendemos para um público mais amplo, que geralmente desconhece esse mundo”, destacou Shellen, que tem mais dois irmão que estudam no IFMS e que também ministraram oficinas. 

Exposição – O evento também contou com exposições de fotografias e de desenhos produzidos por estudantes.

Emanuelly Fernandes, aluna do curso técnico em Informática, fotografa há três anos e, pela primeira vez, mostrou seu olhar para o público. “São registros de paisagens em diferentes locais do país. Sou autodidata e encaro a fotografia como um hobbie, mas pretendo fazer cursos posteriormente e me especializar na área”, comentou. 

A professora Silvana Sanches, coordenadora do Festival, explica que um dos objetivos do evento é justamente estimular nos estudantes as diferentes formas de arte e cultura.

“Eles têm a chance de desenvolver, de forma permanente e concreta, o interesse pela fazeres artísticos. Trata-se de uma oportunidade para que amadureçam dentro das modalidades e se encontrem dentro do estilo de cada um”, destacou.

Silvana destaca ainda que o evento faz os estudantes perceberem que arte não é só dom ou vocação. É também fluidez, inspiração e esforço. "Apenas talento não basta, é necessário também um conteúdo programático de produção. E o Festival permite isso, além de enfatizar a visibilidade artística e cultural da região”, complementou. 

Arte e Cultura - O Festival é promovido anualmente nos dez municípios onde o IFMS tem campus.

Organizado pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e coordenado localmente por cada campus, o evento é aberto à comunidade e busca estimular o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas, além de incentivar a circulação da produção artística e cultural como meio de promoção do desenvolvimento social. 

Em 2018, o Festival já ocorreu nos municípios de Aquidauana, Jardim, Naviraí, Ponta Porã, Dourados, Campo Grande, Três Lagoas e Coxim. As atividades se encerram Corumbá, entre os dias 20 e 24 de novembro.

Fotos e informações sobre as edições anteriores estão disponíveis na página do Festival