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IFMS conquista 17 prêmios em Feira Brasileira de Ciências

Essa foi a sexta vez consecutiva que a instituição participou da Feira, promovida anualmente pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.
publicado: 30/03/2017 09h48 última modificação: 24/10/2017 14h26

Em mais uma edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharias (Febrace), o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) conquistou prêmios e credenciamentos para eventos internacionais. Essa foi a sexta vez consecutiva que a instituição participou da Feira, promovida anualmente pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

O IFMS foi a única instituição do Estado premiada no evento. Dos 15 projetos de pesquisa apresentados por estudantes do Instituto, oito foram premiados. Os trabalhos são desenvolvidos nos campi Aquidauana, Corumbá, Coxim, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

Confira a lista dos projetos de pesquisa do IFMS que conquistaram, ao todo, 17 premiações.

Os principais prêmios são relacionados às áreas de Engenharia, Ciências Agrárias, Biológicas, Exatas e da Terra. O Instituto Federal foi credenciado, ainda, para dois eventos que serão realizados nos Estados Unidos (EUA): a Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), maior feira científica de ensino médio do mundo, e a Genius Olympiad, organizada pela State University of New York.

A lista completa da premiação está disponível na página oficial da Febrace.

Veterano - Pela terceira vez consecutiva, o estudante do Campus Aquidauana do IFMS, Luiz Fernando Borges, 18, participará da Intel ISEF, evento que será realizado em maio, nos Estados Unidos (EUA).

“Mais do que ganhar prêmios e ter o trabalho reconhecido, para mim o mais importante é fazer parte de uma rede global de pessoas que querem mudar a realidade, reencontrar os amigos do mundo inteiro”, comentou Luiz Fernando.

A pesquisa apresentada pelo estudante trata da comunicação com pessoas em estado vegetativo ou em coma. Luiz Fernando criou uma espécie de maleta portátil com a central de processamento de um computador, um aparelho de encefalograma e um software capaz de identificar padrões de atividades cerebrais e transformar esses padrões em respostas – sim e não – e soletração de palavras.

Segundo Luiz Fernando, alguns pacientes são capazes de ouvir, sentir e raciocinar, mas não conseguem fazer movimentos musculares, como piscar o olho, então são erroneamente classificados em estado vegetativo. O projeto quer transformar os pensamentos desses pacientes em respostas, para mostrar que ainda têm consciência.

“Realizamos testes em pessoas sadias, e obtivemos 80% de acerto. O próximo passo é a etapa de testes em pessoas em estado vegetativo. Já estou em conversa com hospitais como a Santa Casa de Campo Grande e o Albert Einstein”, apontou o estudante.

Luiz Fernando utiliza parte do que estudou em seu projeto anterior – devolver às pessoas que perderam algum membro do corpo a capacidade de movimento e as sensações táteis – no trabalho atual.  “Uso o que aprendi na área de pesquisa de movimentos para a área de comunicação. Trabalhava com sinais musculares e, agora, com sinais cerebrais”.

O estudante revela que acabou de ser selecionado para uma bolsa de verão no Instituto Weizmann de Ciência de Israel, onde passará o mês de julho estudando e contribuindo com pesquisas desenvolvidas no local.

Estudo do sono – O outro projeto de pesquisa que conquistou credenciamento internacional também é de uma estudante do Campus Aquidauana.

“Inibição de melatonina por estímulo luminoso no término do ciclo do sono REM” ficou em 2º lugar na área de Engenharia e conquistou a credencial para a Genius Olympiad. O trabalho é desenvolvido desde 2015 por Milena Carmona, 18, que já se formou no curso técnico em Informática oferecido pelo IFMS.

Por acordar cansada com frequência, a estudante decidiu pesquisar a questão do sono e desenvolveu um despertador ideal.

“É uma máscara que detecta, por meio de movimentos oculares, o final do ciclo de sono REM, e então acende luzes azuis de led. Assim, o hormônio melatonina para de ser produzido pelo organismo, fazendo com que a pessoa acorde mais disposta, diminuindo a chance de desenvolver doenças do sono e tendo mais qualidade de vida”, explicou.

Acadêmica de Engenharia da Computação de uma universidade em Campo Grande, Milena continua a desenvolver a pesquisa por conta própria. O próximo passo é inserir inteligência artificial no protótipo. “Cada pessoa tem seu ciclo de sono, então o dispositivo deve se adaptar a isso. A intenção é monitorar o sono do indivíduo por três noites seguidas para chegar a esse parâmetro do sono REM”, apontou.

Natural de Miranda, a 70 quilômetros de Aquidauana, Milena reforça que viajava diariamente por uma hora para estudar no IFMS, e quer estimular outros mirandenses a fazer o mesmo. Sobre a participação na Febrace, a jovem ressalta a importância de conhecer pessoas de todo o país.

“Foi a primeira vez que participei do evento. Lá tinham pessoas do Brasil inteiro, essa interação com elas, de culturas diferentes, foi o que eu mais gostei”, finalizou.

Febrace 2017 - No total, 18 estudantes e quatro egressos do IFMS participaram do evento, acompanhados na viagem por seis professores orientadores dos trabalhos e pela diretora executiva de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Caroline Aires.

A equipe integrou a delegação estadual, também composta por escolas públicas e privadas e pela organização da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências do Mato Grosso do Sul (Fetec/MS).

“O incentivo que o IFMS faz à pesquisa e à participação e eventos dessa natureza tem o objetivo de mostrar aos estudantes o potencial deles, que vai além da instituição em que estudam. O importante é que esses jovens levem a experiência para o futuro enquanto profissionais e cidadãos”, apontou Caroline.

Por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Propi), o IFMS ofereceu apoio com diárias a servidores e auxílio financeiro aos estudantes, para reembolso do valor da inscrição, transporte, e custos de alimentação e hospedagem.

Pela primeira vez, a instituição ofereceu o Prêmio Instituto Federal do Mato Grosso do Sul de Incentivo ao Professor, em parceria com a Fetec/MS. A contemplada foi Sandra Seleri, do munícipio de Carlos Barbosa (RS). A professora foi convidada a participar das feiras de ciência e tecnologia que serão promovidas em outubro pelo IFMS.

Um dos 15 professores indicados ao prêmio de destaque da Febrace neste ano foi Lucas Gandra, egresso da licenciatura em Química do Campus Coxim. Foi o único do Estado a concorrer ao prêmio e, atualmente, é professor da rede pública estadual no município.

Tradição – O IFMS participa da Febrace desde 2012, quando um projeto do Campus Campo Grande foi premiado. No ano seguinte, a delegação conquistou oito prêmios. Em 2014, o número chegou a 14. Já em 2015, foram 16 prêmios e, em 2016, a quantidade de premiações chegou a 19.

A Feira este ano foi promovida entre os dias 21 e 23 de março, e reuniu mais de 300 projetos desenvolvidos por estudantes do ensino médio de todo o país.

Os vencedores ganharam troféus, medalhas, bolsas e estágios, além de bolsas de Iniciação Científica Junior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e credenciamento para eventos nacionais e internacionais.

Ascom/IFMS

(Com informações atualizadas às 18h10 de 30/03/2017)