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Pesquisa e Inovação

IFMS tem o primeiro software registrado

A "Base Tuiuiú" é uma base de dados do sistema de produção agropecuária que poderá ser compartilhada por pesquisadores de todo o país. Pesquisa foi desenvolvida em parceria com a Embrapa.
publicado: 21/03/2016 09h29 última modificação: 10/01/2019 09h16
Reitor do IFMS e chefe-geral da Embrapa em reunião - Foto: Ana Maio/Embrapa Pantanal

Reitor do IFMS e chefe-geral da Embrapa em reunião - Foto: Ana Maio/Embrapa Pantanal

Uma base de dados do sistema de produção agropecuária compartilhada por pesquisadores de todo o país. A ferramenta tecnológica é o primeiro software desenvolvido pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) a ter o registro aceito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A Base Tuiuiú foi criada por estudantes e professores do curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Campus Corumbá do IFMS, a pedido da Embrapa Pantanal (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

A ferramenta foi desenvolvida para atender ao Projeto Repensa (Redes Nacionais de Pesquisa em Agrobiodiversidade e Sustentabilidade Agropecuária), da Embrapa.

A tecnologia permite o compartilhamento de dados entre os pesquisadores da Empresa e de seus parceiros em projetos de inovação na agropecuária. São informações sobre água, solo, ar, plantas, animais, microbiologias, entre outras.

“Depois de coletar amostras no campo e de levá-las para o laboratório, o pesquisador poderá inserir os dados na base. Isso também poderá ser feito por meio de sensores automáticos. Com a ajuda de um celular com acesso à internet, será possível enviar as informações para o computador e, em seguida, para o servidor”, esclareceu Ivan Bergier, pesquisador da Embrapa Pantanal e idealizador da Base Tuiuiú.

O pesquisador explicou que pequenos ajustes estão sendo feitos para que a Base Tuiuiú comece a ser utilizada. A previsão é que os dados sejam compartilhados por mais de dois mil pesquisadores da Embrapa de todo o país, além dos parceiros.

Software - O pedido de registro foi aceito pelo INPI no dia 8 de março. Um marco no campo da pesquisa e da inovação tecnológica do IFMS, uma das áreas de atuação da instituição.

“Este processo passa a ser referência para o desenvolvimento de outros projetos em cooperação com instituições. Em 2016, o IFMS deve avançar na regulamentação interna de ações que dizem respeito à proteção do conhecimento e propriedade intelectual”, afirmou o reitor Luiz Simão Staszczak.

Na última sexta-feira, 18, o reitor esteve em Corumbá e se encontrou com a chefe-geral da Embrapa Pantanal, Emiko de Resende. Staszczak agradeceu a parceria e falou sobre outros projetos em desenvolvimento no IFMS.

Base Tuiuiú - A pesquisa foi desenvolvida nos últimos dois anos pela estudante Danielle da Silva; Gabriel de Oliveira, egresso do IFMS e já atuando em uma multinacional da área de telecomunicações; e pelos professores Cláudia Fernandes e Roosevelt Silva, do Campus Corumbá, e Leandro de Jesus, do Campus Aquidauana.

Os recursos materiais para o desenvolvimento da pesquisa e as bolsas dos estudantes, via CNPq, foram custeados pela Embrapa.

“Os pesquisadores do IFMS conseguiram desenvolver uma série de subprojetos, inclusive com publicações de artigos e resumos em congressos e feiras científicas. O conhecimento adquirido por meio da parceria com a Embrapa ampliou as possibilidades de se iniciar outros estudos, a partir do Projeto Repensa e da Base Tuiuiú”, comentou Cláudia Fernandes.

Os resultados da pesquisa revelam ainda que o projeto pedagógico do curso superior de tecnologia oferecido pelo IFMS em Corumbá está alinhado com as necessidades atuais.

“Como foi um sistema desenvolvido do zero, nossos estudantes utilizaram o conteúdo adquirido no curso superior. Isso demonstra que o IFMS trabalha com as tecnologias mais atuais que existem na área de computação”, afirma o professor Roosevelt da Silva.