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Cooperação

IFMS firma parceria voltada à doação e solidariedade

Iniciativa prevê execução de campanha educativa e ações de incentivo à doação de sangue e cadastro de doadores de medula óssea
por Cleyton Lutz publicado: 16/04/2026 10h40 última modificação: 16/04/2026 10h40

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Servidores do IFMS participaram de uma palestra voltada à conscientização sobre doação de sangue, medula e órgãos - Foto: divulgação

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e o Instituto Sangue Bom – organização campo-grandense dedicada a promover a doação de sangue, medula óssea e órgãos – firmaram recentemente um acordo de cooperação técnica com o objetivo de promover, em conjunto, campanha educativa e fomento a ações de incentivo à doação de sangue e cadastro de doadores de medula óssea. 

“A parceria reforça nosso papel enquanto instituição pública comprometida com a transformação social", explica o pró-reitor de Extensão, Anderson Correa.

A cooperação prevê realização de palestras, rodas de conversa e ações informativas com especialistas, além de ampliar o conhecimento da comunidade acadêmica sobre os critérios, mitos e verdades relacionados à doação de sangue e medula. 

Os outros focos estão no estímulo e no engajamento de estudantes e servidores em ações de cidadania e solidariedade, o incentivo ao cadastro voluntário de novos doadores de medula óssea, a contribuição com campanhas regionais de abastecimento dos hemocentros e a garantia de transporte até os hemocentros durante campanhas previamente agendadas. 

“A parceria reforça nosso papel enquanto instituição pública comprometida com a transformação social. Por meio dela, buscamos fortalecer vínculos com a comunidade e apoiar iniciativas que dialogam diretamente com a vida das pessoas, como a doação de sangue e o cadastro de medula óssea”, explica o pró-reitor de Extensão do IFMS, Anderson Correa.

Ações - A cooperação já resultou nas primeiras ações entre as instituições. No dia 25 de março, os servidores do Instituto Federal, lotados na reitoria, participaram de uma palestra ministrada pelo fundador e presidente do Instituto Sangue Bom, Carlos Alberto Rezende. 

"A Corrida Sangue Bom é totalmente solidária, com renda líquida destinada a dois hospitais de Campo Grande”, informa Carlos Alberto. 

O ministrante – que também é biólogo, biomédico e professor – destacou a importância de ações de impacto social e solidariedade, como a doação de sangue, órgãos e medula óssea, além de tirar dúvidas dos servidores. Outro resultado da parceria é a participação do IFMS na edição 2026 da Corrida Sangue Bom, marcada para 31 de maio.

O Instituto Federal contará com a instalação de um ponto de apoio durante a corrida, que servirá tanto para acolher e orientar os participantes quanto para a divulgação das ações, projetos e atividades desenvolvidos pela instituição. 

No espaço também serão reforçadas as mensagens de conscientização sobre a doação, fortalecendo a atuação conjunta entre as instituições, além do incentivo à participação de estudantes e servidores na corrida. 

“É uma corrida que está na nona edição é é totalmente solidária, com a renda líquida sendo destinada para o Hospital do Câncer de Campo Grande e Hospital Nosso lar. Os percursos são de 5km e 15km, aferidos pela Confederação Brasileira de Atletismo. As pessoas podem fazer caminhando ou correndo, dentro do seu próprio ritmo”, informa Carlos. 

Interessados em participar da corrida podem se inscrever de forma on-line

Saiba mais sobre o Instituto Sangue Bom no Instagram

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A servidora Karina Tarraf foi doadora de medula óssea, durante a pandemia - Foto: acervo pessoal

Doação de medula óssea – Trata-se de um procedimento realizado por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários (Redome).

Após coleta de sangue para teste de compatibilidade, se houver, o doador é chamado. O processo é feito por meio de punção na bacia ou por aférese, sem prejuízo à saúde do doador. Mediante a necessidade de transplante de medula óssea, a maior possibilidade de encontrar doadores compatíveis é na própria família. Quando isso não é possível, recorre-se ao cadastro do Redome. 

"A equipe foi cuidadosa e transparente, deixando claro que eu poderia desistir. Mas essa possibilidade nunca passou pela minha cabeça", conta a servidora Karina Tarraf.

Como a possibilidade é considerada baixa  sendo em média uma em cada 100 mil para pessoas não aparentadas –, é importante ampliar o número de cadastrados, o que aumenta a possibilidade de que sejam encontrados doadores compatíveis. 

A servidora do IFMS, Karina Tarraf, que atua na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodi), se cadastrou e foi doadora em outubro de 2020, durante a pandemia da Covid-19. Ela, que já era doadora de sangue, fez o cadastro no Redome e, depois da verificação da compatibilidade, foi encaminhada para Natal/RN, onde deu prosseguimento a realização dos exames necessários. 

“Tudo aconteceu em questão de semanas, e em plena pandemia. O cenário era desafiador, mas em nenhum momento pensei em desistir. A equipe foi extremamente cuidadosa e transparente, deixando claro que eu poderia desistir a qualquer momento. Mas essa possibilidade nunca passou pela minha cabeça. Para mim, já não era apenas uma escolha, era um compromisso com a vida”, conta Karina. 

Para a doação de medula, além do cadastro é necessário ter entre 18 e 35 anos, boa saúde, não ter doenças infecciosas, crônicas ou neoplásicas. 

Mais informações sobre a doação de sangue e de órgãos estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Importante: Quem deseja ser um doador de órgãos precisa avisar sobre a decisão aos familiares, já que a lei brasileira exige o consentimento da família para a retirada de órgãos e tecidos para transplante. Também é possível formalizar a intenção, de maneira digital e gratuita, por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO).

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