Visita Técnica
Estudantes vivenciam a história em visita a sítio arqueológico
Estudantes e servidores do Campus Coxim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) tiveram a oportundade de participar de uma imersão na história ancestral do Estado no último dia 25 de abril. A atividade foi promovida pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) e teve como destino os sítios arqueológicos do município de Alcinópolis, considerado capital estadual da arte rupestre.
A visita técnica reuniu integrantes do núcleo e alunos da equipe 'Sistemas', vencedora da Gincana do Neabi de 2025. O grupo percorreu pontos históricos como o Templo dos Pilares e a Gruta do Pitoco, locais que preservam registros rupestres com cerca de 12 mil anos. A experiência proporcionou contato direto com vestígios dos primeiros habitantes da região, ampliando o aprendizado para além da sala de aula.
"Pensar que, há mais de 11 mil anos, já existiam seres humanos vivendo naquele mesmo local é algo impressionante e que nos faz refletir sobre a história da humanidade de uma forma muito mais concreta”, aponta o estudante Savio Santos.
Entre os participantes, a vivência deixou impressões profundas, como afirmou o estudante Savio Aurélio Melo das Santos, que destacou o impacto de estar em um local habitado há milhares de anos.
"Pensar que, há mais de 11 mil anos, já existiam seres humanos vivendo naquele mesmo local é algo impressionante e que nos faz refletir sobre a história da humanidade de uma forma muito mais concreta”. Ele ainda classificou a atividade como “única e extremamente gratificante, que agregou muito ao meu aprendizado”, completou.
Já a estudante Anabela Monteiro dos Santos também relatou transformação pessoal a partir da experiência, destacando que todo o processo foi muito importante para o seu aprendizado.
"Não foi apenas uma viagem, foi um pedaço da história dos povos originários e também sobre o que aconteceu com os africanos”, afirmou. Ela destacou ainda que a participação nas ações do Neabi despertou um novo interesse.
“Foi um momento de reflexão sobre a presença indígena em Mato Grosso do Sul muito antes da chegada dos colonizadores, destacando sociedades com formas próprias de organização, linguagens, conhecimentos e profunda valorização da natureza", ressalta a coordenadora do Neabi de Coxim, Muryel Barros.
“Hoje eu ajudo outras pessoas a entender mais sobre esse conteúdo. Tudo que estou vivendo agora é por causa desse aprendizado”, afirmou.
Coordenadora do Neabi no campus, a professora Muryel Furtado de Barros ressaltou que a atividade reforçou discussões iniciadas durante uma gincana estudantil. Segundo ela, a proposta incentivou a união entre cursos e o aprofundamento sobre povos indígenas e comunidades quilombolas de Mato Grosso do Sul.
“Foi um momento de reflexão sobre a presença indígena em Mato Grosso do Sul muito antes da chegada dos colonizadores, destacando sociedades com formas próprias de organização, linguagens, conhecimentos e profunda valorização da natureza. Em diálogo com os estudos desenvolvidos durante a gincana, também se discutiu a falta de reconhecimento dos saberes que ainda resistem entre os povos ancestrais e a forma como são marginalizados na sociedade”, explicou.
Durante a visita, os estudantes também discutiram a diversidade de conhecimentos dessas sociedades ancestrais. A docente destacou que o contato com os sítios arqueológicos permitiu refletir sobre diferentes formas de organização social, linguagens e saberes científicos, além da relação com a natureza. “Muitos desses conhecimentos ainda resistem, mas são pouco valorizados pela sociedade”, pontuou.
A iniciativa reforça o papel do IFMS na promoção de práticas educativas que integram teoria e prática, estimulando o pensamento crítico e a valorização da diversidade cultural.
Neabi - O Núcleo está presente nos dez campi do IFMS e atua na promoção da educação, da cultura e da valorização das identidades afro-brasileiras e indígenas. É composto por docentes, técnicos-administrativos, estudantes e membros da comunidade externa. Em cada campus, possui um coordenador, um coordenador adjunto e um secretário, todos com mandato de dois anos.
Entre suas ações, estão o fortalecimento da educação étnico-racial nos cursos, conforme a Lei 11.645/2008, a inserção desses conteúdos no currículo e o estímulo à reflexão sobre a contribuição histórica e cultural desses povos na formação da sociedade brasileira. O núcleo também exerce papel consultivo em políticas afirmativas, especialmente nas ações de inclusão em processos seletivos.
O Neabi também promove atividades de ensino, pesquisa e extensão, como cursos, palestras e oficinas, envolvendo tanto a comunidade interna quanto externa, além de incentivar estudos interdisciplinares, integração com comunidades quilombolas e indígenas, e capacitação de servidores para ampliar o conhecimento sobre diversidade cultural.
➕ Mais informações estão disponíveis na página do Neabi.
➡️ Confira a matéria sobre iniciativa do Neabi do Campus Campo Grande para promoção da inclusão digital na aldeia indígena Inamaty Kaxé!
